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(Ainda sem acento no PC)
Michael Jackson foi o rei da musica pop, o rei da dança, o rei dos shows, o rei do publico, o rei das vendas - e apos mais de uma decada longe do publico, promete retornar este ano para suas ultimas apresentaçoes em Londres, na turne "This Is It". Meu medo, confesso, eh de que sua volta esteja menos para um novo periodo de apoteose e mais para uma nova descoberta arqueologica - o antigo farao que ha tempos virou mumia.
Me lembro ate hoje dos seus sucessos, das musicas hiper contagiantes e dançantes, do encantamento que ele causava; eu e meu primo na epoca eramos super influenciados e eu ate ensaiava uns passinhos nos meus ja costumeiros rompantes de imaginacao - para mim, a garagem da minha casa era o teatro da MGM, eu era o Michael Jackson e meus pais eram todo o publico! Sem falar das noites insones que fiz meu pai passar, assegurando a boa e devida gravaçao da miniserie/documentario da vida do rei transmitida pela Globo no seculo passado.
Depois disso veio a decadencia, as acusaçoes, as plasticas, o branqueamento, a pedofilia, a quebradeira e o meu idolo dourado gigante que andava pela cidade americana e salvava seus fas do perigo foi se tornando estranho, bizarro, alegorico, ate quando falar de Michael Jackson tornou-se ponto de partida para qualquer assunto, menos musica. Se eu que era criança senti tudo isso, imagino qual nao tenha sido a decepcao dos fas adultos.
Infelizmente nao tenho grandes esperanças neste ultimo retorno. Suas apresentacoes ultimas em Nova York, se nao me engano, foram duramente criticadas ha alguns anos por falhas tecnicas e atrasos. Quando no ano passado revivemos Trhiller em seus 25 anos ate pensei que esse seria um bom final para a majestade do pop, uma memoria antiga reavivada e que serviria para apagar seus tempos de fossa.
Mas nao, ele decidiu voltar e faz, pelo menos ao meu ver, uma terrivel aparicao: um idolo decadente, um despreparo com a ansia do publico, as mesmas manias, os mesmos gestos, a mesma formula de vinte anos atras repetida para um publico que ja amadureceu e espera hoje que seu idolo ainda esteja anos luz a sua frente. Ouso arriscar que nao, que talvez Michael Jackson tenha pegado amor ao seu sarcofago.
domingo, 8 de março de 2009
sexta-feira, 6 de março de 2009
Me against the fur.
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Meu PC esta louco e sem acento, mas eu preciso escrever isso. Eu nao sou vegan, nem politicamente correto, eu adoro carne, nao sinto pena dos bichinhos que eu como pois pra mim somos todos animais e nada mais normal do que a cadeia alimentar. Por outro lado, racionais que somos, acho que nao precisamos exagerar, nao eh? Pra que matar o boi a pauladas se vc pode dar um super choque nele e puft, acabou? Pra que confinar os bichinhos japoneses por meses em centimetros cubicos so pra ter uma carne macia a seu contento? Afinal, quer comer espuma de carne vai no Ferran Adria que la tem! E nao vai custar mais caro do que duzentos gramas de carna niponica especial.
Mas a minha revolta de hoje eh com a morte dos animais que nao comemos, mas que usamos sobre nos. Nao estou com paciencia de selecionar isso agora, mas eh so conferir o ultimo desfile do Giorgio Armani que terao peles aos baldes. Sao lindas, sao belissimas, sao luxuosas, nao refuto nenhuma das alegaçoes, mas nao acredito que sirvam de justificativa. Usar uma bolsa de couro, uma jaqueta, um cinto, sapato que vem de um curtume normal, desses que a vaca eh racionalmente morta, que o couro eh mais um dos produtos dela derivados, isso eh absolutamente normal. Recentemente uma amiga se voltou contra os casacos de pele e eu a interpelei alegando que a bolsa que ela levava aos ombros era de legitimo couro de elefante - prova de que estamos tao acostumados com o artigo que nem nos damos conta de que ele estah tao presente no nosso dia a dia.
O maior problema mesmo sao as peles e os couros especiais, de animais raros, ou extremamente delicados que exigem tecnicas de extirpaçao do couro pouco convencionais; malignas eu diria. Nesses casos o animal eh escalpado ainda em vida, criado em uma jaula que mal cabe seu corpo e uma vasilha de raçao (que deve ser horrivel, diga-se de passagem). Coisas realmente horriveis que eu nao vou ficar descrevendo, todos podem acompanhar nesse video que segue, do PETA (se o embed nao funcionar mais, clique).
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Fica aqui o meu (suave?) apelo contra as peles, contra as maldades do mundo, contra os vegans que me param na Paulista e tentam me convencer - eu nao sou uma pessoa ma, eu so quero comer minha carne de procedencia nao maldosa - contra a tia Madonna que insiste em usar os cadaveres, contra os prejuizos ao meio ambiente, enfim, um post da paz. E por hoje chega que o calor nao vem me fazendo nada bem, muito menos ao meu cerebro.
(vai choveeeeeer em SP!!!!)
Meu PC esta louco e sem acento, mas eu preciso escrever isso. Eu nao sou vegan, nem politicamente correto, eu adoro carne, nao sinto pena dos bichinhos que eu como pois pra mim somos todos animais e nada mais normal do que a cadeia alimentar. Por outro lado, racionais que somos, acho que nao precisamos exagerar, nao eh? Pra que matar o boi a pauladas se vc pode dar um super choque nele e puft, acabou? Pra que confinar os bichinhos japoneses por meses em centimetros cubicos so pra ter uma carne macia a seu contento? Afinal, quer comer espuma de carne vai no Ferran Adria que la tem! E nao vai custar mais caro do que duzentos gramas de carna niponica especial.
Mas a minha revolta de hoje eh com a morte dos animais que nao comemos, mas que usamos sobre nos. Nao estou com paciencia de selecionar isso agora, mas eh so conferir o ultimo desfile do Giorgio Armani que terao peles aos baldes. Sao lindas, sao belissimas, sao luxuosas, nao refuto nenhuma das alegaçoes, mas nao acredito que sirvam de justificativa. Usar uma bolsa de couro, uma jaqueta, um cinto, sapato que vem de um curtume normal, desses que a vaca eh racionalmente morta, que o couro eh mais um dos produtos dela derivados, isso eh absolutamente normal. Recentemente uma amiga se voltou contra os casacos de pele e eu a interpelei alegando que a bolsa que ela levava aos ombros era de legitimo couro de elefante - prova de que estamos tao acostumados com o artigo que nem nos damos conta de que ele estah tao presente no nosso dia a dia.
O maior problema mesmo sao as peles e os couros especiais, de animais raros, ou extremamente delicados que exigem tecnicas de extirpaçao do couro pouco convencionais; malignas eu diria. Nesses casos o animal eh escalpado ainda em vida, criado em uma jaula que mal cabe seu corpo e uma vasilha de raçao (que deve ser horrivel, diga-se de passagem). Coisas realmente horriveis que eu nao vou ficar descrevendo, todos podem acompanhar nesse video que segue, do PETA (se o embed nao funcionar mais, clique).
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Fica aqui o meu (suave?) apelo contra as peles, contra as maldades do mundo, contra os vegans que me param na Paulista e tentam me convencer - eu nao sou uma pessoa ma, eu so quero comer minha carne de procedencia nao maldosa - contra a tia Madonna que insiste em usar os cadaveres, contra os prejuizos ao meio ambiente, enfim, um post da paz. E por hoje chega que o calor nao vem me fazendo nada bem, muito menos ao meu cerebro.
(vai choveeeeeer em SP!!!!)
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Rodolpho Parigi explode!
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Rodolpho Parigi é o novo desejo da parede da minha casa. O artista de apenas 31 anos e tão só seis anos de descoberta da vocação artística já está entre os nomes mais bem cotados da nossa nova geração de pintores (foi aposta da Bravo ano passado), ao lado de seus companheiros do Grupo 200e8. Já apresentou seu trabalho numa intervenção da Galeria Vermelho, na Galeria Melissa (lado fashion?) e agora faz sua primeira individual, "Concrete Blonde", na Galeria Nara Roesler.
O jovem de 25 anos que encontrou na Faap sua formação acadêmica tem um trabalho vigoroso, vibrante e encantador aos olhos! Semana passada pude conferir suas telas na galeria e fiquei verdadeiramente fascinado. A começar de seu trabalho de 2007, "Limite", mais orgânico e visceral, uma explosão de fluidos e pedaços mas com uma harmonia que pede para descansarmos nosso olhar ali por um bom tempo. Depois, os florais em preto sobre branco, mais minimalistas, bastante gráficos mas que não perdem a força por falta de cor.
Antes de chegar à sala que dá nome à exposição, encontramos "Gold map", em caneta dourada sobre papel preto, uma viagem intergaláctica por estrelas, planos, perspectivas, canais cósmicos e uma leve geometrização que já nos prepara levemente para as últimas telas. Finalmente, "Concrete Blonde" e já aproveito para dar uma dica: coloquem um banco naquela sala! É tudo tão rápido, tão cheio, movimentado e complexo que os pés reclamam muito antes dos olhos. Geométrico, concretista, moderno, caótico e orgânico ao mesmo tempo, perturbador mas harmônico, tudo isso é o que pode ser visto em Parigi.
Conversei com as produtoras da galeria e confirmei que o trabalho do moço é realmente feito à mão e sem rascunhos, ele pinta na tela mesmo, sem truque. Não que eu despreze o trabalho que use tecnologias modernas, mas saber que tudo aquilo foi feito sem seu auxílio é ainda mais dignificante. Apenas em uma delas, "Waves", existe imagem processada por computador. Segundo a produtora, Parigi estava brincando no PC (ou Apple, sei lá) com uma imagem de uma tela mais antiga sua e, de repende, nesses bugs que levamos da Intel+Windows um certo comanto místico fez aparecer uma imagem tão interessante que foi parar na exposição. Segundo ela, o Rodolpho agradece pela imagem, mas não sabe refazer o efeito - mas pode pintá-lo, e muito bem.
Amador de arte que sou, fiquei reparando nas massas de cor, nos detalhes de uns quadradinhos com degradé bem aplicado, nas tintas transparentes, olhando de perto, de longe, foi uma delícia! Para ficar ainda melhor, nas minhas costas descobri "Metadilemas", uma homenagem a Helio Oiticica em colagem de papel rosa e verde fluorescentes que fazem as cores saírem do plano e ganhar o espaço com a vibração dos nossos olhos (é, os globos oculares ficam mechendo, sabe? é legal!).
Apesar da jovialidade, o material sobre Rodolpho é bem rico e vasto, vale a pena mesmo conferir! A Galeria Nara Roesler apresenta a individual até 14 de março, de segunda à sexta (10h às 19h) e sábados (11h às 15h), na Avenida Europa, 655 (11 3063 2344); a entrada é gratuita.
* As imagens vieram da EP, num gesto de homenagem!
Rodolpho Parigi é o novo desejo da parede da minha casa. O artista de apenas 31 anos e tão só seis anos de descoberta da vocação artística já está entre os nomes mais bem cotados da nossa nova geração de pintores (foi aposta da Bravo ano passado), ao lado de seus companheiros do Grupo 200e8. Já apresentou seu trabalho numa intervenção da Galeria Vermelho, na Galeria Melissa (lado fashion?) e agora faz sua primeira individual, "Concrete Blonde", na Galeria Nara Roesler.
O jovem de 25 anos que encontrou na Faap sua formação acadêmica tem um trabalho vigoroso, vibrante e encantador aos olhos! Semana passada pude conferir suas telas na galeria e fiquei verdadeiramente fascinado. A começar de seu trabalho de 2007, "Limite", mais orgânico e visceral, uma explosão de fluidos e pedaços mas com uma harmonia que pede para descansarmos nosso olhar ali por um bom tempo. Depois, os florais em preto sobre branco, mais minimalistas, bastante gráficos mas que não perdem a força por falta de cor.
Antes de chegar à sala que dá nome à exposição, encontramos "Gold map", em caneta dourada sobre papel preto, uma viagem intergaláctica por estrelas, planos, perspectivas, canais cósmicos e uma leve geometrização que já nos prepara levemente para as últimas telas. Finalmente, "Concrete Blonde" e já aproveito para dar uma dica: coloquem um banco naquela sala! É tudo tão rápido, tão cheio, movimentado e complexo que os pés reclamam muito antes dos olhos. Geométrico, concretista, moderno, caótico e orgânico ao mesmo tempo, perturbador mas harmônico, tudo isso é o que pode ser visto em Parigi.
Conversei com as produtoras da galeria e confirmei que o trabalho do moço é realmente feito à mão e sem rascunhos, ele pinta na tela mesmo, sem truque. Não que eu despreze o trabalho que use tecnologias modernas, mas saber que tudo aquilo foi feito sem seu auxílio é ainda mais dignificante. Apenas em uma delas, "Waves", existe imagem processada por computador. Segundo a produtora, Parigi estava brincando no PC (ou Apple, sei lá) com uma imagem de uma tela mais antiga sua e, de repende, nesses bugs que levamos da Intel+Windows um certo comanto místico fez aparecer uma imagem tão interessante que foi parar na exposição. Segundo ela, o Rodolpho agradece pela imagem, mas não sabe refazer o efeito - mas pode pintá-lo, e muito bem.
Amador de arte que sou, fiquei reparando nas massas de cor, nos detalhes de uns quadradinhos com degradé bem aplicado, nas tintas transparentes, olhando de perto, de longe, foi uma delícia! Para ficar ainda melhor, nas minhas costas descobri "Metadilemas", uma homenagem a Helio Oiticica em colagem de papel rosa e verde fluorescentes que fazem as cores saírem do plano e ganhar o espaço com a vibração dos nossos olhos (é, os globos oculares ficam mechendo, sabe? é legal!).
Apesar da jovialidade, o material sobre Rodolpho é bem rico e vasto, vale a pena mesmo conferir! A Galeria Nara Roesler apresenta a individual até 14 de março, de segunda à sexta (10h às 19h) e sábados (11h às 15h), na Avenida Europa, 655 (11 3063 2344); a entrada é gratuita.
* As imagens vieram da EP, num gesto de homenagem!
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Christian Louboutin now!!!!
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Essa semana começou com coisas muito boas! Uma delas foi abrir o meu e-mail hoje e uma das mensagens ter como subject: Christian Louboutin!!! Seguido disso, vinha essa coisamarrlinda:

Sim, o mestre dos calçados ricos, finos e de solado vermelho (que eu vi ao vivo nos pés de Silvana Holzmeister, editora da L'Officiel Brasil) finalmente inaugurou seu website! É lindo, tem as coleções clássicas, as sazonais, os sapatos ultrafinos feitos à mão, imagem das peças com opções de cor e aquela coisa incíivel de 360°!! Tudo isso com um visual bem french e sapatinhos vemelhos que ficam andando pra lá e pra cá e fazendo barulho de salto! (eu queria colocar esse som na entrada do MSN, sabe?)
Bom, o melhor mesmo é ir no site e ver tudo! Enquanto a loja do Iguatemi não fica pronta (ali onde ficava a Burberry), enjoy your time here: www.christianlouboutin.com
Essa semana começou com coisas muito boas! Uma delas foi abrir o meu e-mail hoje e uma das mensagens ter como subject: Christian Louboutin!!! Seguido disso, vinha essa coisamarrlinda:

Sim, o mestre dos calçados ricos, finos e de solado vermelho (que eu vi ao vivo nos pés de Silvana Holzmeister, editora da L'Officiel Brasil) finalmente inaugurou seu website! É lindo, tem as coleções clássicas, as sazonais, os sapatos ultrafinos feitos à mão, imagem das peças com opções de cor e aquela coisa incíivel de 360°!! Tudo isso com um visual bem french e sapatinhos vemelhos que ficam andando pra lá e pra cá e fazendo barulho de salto! (eu queria colocar esse som na entrada do MSN, sabe?)
Bom, o melhor mesmo é ir no site e ver tudo! Enquanto a loja do Iguatemi não fica pronta (ali onde ficava a Burberry), enjoy your time here: www.christianlouboutin.com
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Madonna, I say I'm sorry!
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Madonna, cometi uma heresia! No blog passado comentei sobre o rock, sobre as influências dos anos 60, 70, as roupas, resumindo, o universo do rock mais legítimo e acabei sendo infeliz em dizer que se as referências da moda apontam para esta época, devemos valorizar o conteúdo cultural da época como um todo, e não sermos tão anacrônicos e nos vestirmos de rock power e só ouvirmos música pop... como Madonna! Desde que eu publiquei isso estou me revirando todo com a possível atrocidade que eu possa ter dito!
Portanto, acho que esse post serve muito mais para mim do que para vocês! O que eu quis dizer é que não devemos nos fechar num estilo único de cultura e nos apropriar apenas do superficial das outras fontes, mas nunca que não era pra ouvir Madonna! Aliás, o ganho está justamente nisso, em intercambiar informações, em não adentrar em um modelo padronizado, fechado e hiperdefinido - não há nada mais importante do que a intertextualidade, ou intercâmbio se alguém achar aquela palavra de uso exclusivamente textual.
Mas eu não vou me perdoar tão fácil apenas com dois parágrafos! Simplesmente porque eu AMO essa mulher! E é inadmissível que eu tenha sugerido uma crítica tão vazia a alguém que fez uma revolução na minha vida! Não, eu não sou fã, eu sou devoto da mulher! Logo, mais abaixo vocês encontram os vídeos de um debate que ocorreu em 30 de outubro de 2007 entre Fernanda Young e André Fischer (dispensam apresentação, certo?) na Alumni sobre "Madonna - O Mito" e que vale muito a pena assistir, sendo ou não sendo fã.
MADONNA, I LOVE YOU!
(eu quase estou roco até hoje de tanto gritar isso no show de São Paulo, há 3 metros de distância da Artista!)
Madonna, cometi uma heresia! No blog passado comentei sobre o rock, sobre as influências dos anos 60, 70, as roupas, resumindo, o universo do rock mais legítimo e acabei sendo infeliz em dizer que se as referências da moda apontam para esta época, devemos valorizar o conteúdo cultural da época como um todo, e não sermos tão anacrônicos e nos vestirmos de rock power e só ouvirmos música pop... como Madonna! Desde que eu publiquei isso estou me revirando todo com a possível atrocidade que eu possa ter dito!
Portanto, acho que esse post serve muito mais para mim do que para vocês! O que eu quis dizer é que não devemos nos fechar num estilo único de cultura e nos apropriar apenas do superficial das outras fontes, mas nunca que não era pra ouvir Madonna! Aliás, o ganho está justamente nisso, em intercambiar informações, em não adentrar em um modelo padronizado, fechado e hiperdefinido - não há nada mais importante do que a intertextualidade, ou intercâmbio se alguém achar aquela palavra de uso exclusivamente textual.
Mas eu não vou me perdoar tão fácil apenas com dois parágrafos! Simplesmente porque eu AMO essa mulher! E é inadmissível que eu tenha sugerido uma crítica tão vazia a alguém que fez uma revolução na minha vida! Não, eu não sou fã, eu sou devoto da mulher! Logo, mais abaixo vocês encontram os vídeos de um debate que ocorreu em 30 de outubro de 2007 entre Fernanda Young e André Fischer (dispensam apresentação, certo?) na Alumni sobre "Madonna - O Mito" e que vale muito a pena assistir, sendo ou não sendo fã.
MADONNA, I LOVE YOU!
(eu quase estou roco até hoje de tanto gritar isso no show de São Paulo, há 3 metros de distância da Artista!)
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Patti Smith, um sonho cavalar.
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Grande parte do que eu escrevo aqui vem de um caderninho verde limão que eu carrego pra cima a pra baixo. Por esses dias ocorreu um fato que me fez pensar que é uma artimanha bem bolada deste objeto até então inanimado: ele se autoflagelou! Num resumão: eu adoro bolsas, então sempre estou com uma (moda masculina européia muito útil!), mas com o tempo elas perdiam o cheiro de novas e ficavam ceirando papelcanetabalarevistajornal; desenvolvi a técnica de colocar sachês aromáticos, esses de papelão molhadinhos (Gleid!) dentro delas (deixo a dica); pois é, meu caderninho engoliu um deles e se borrou inteiro! Tudo isso pra eu contar que decidi não ficar mais guardando as coisas dentro dele e vou tentar repartir aqui no blog o quanto antes! Imagina se eu o perco um dia desses? Puf, acaba tudo.
Uma crença forte pra esse ano pra mim é o rock! O bom e velho rock, aquele que quando a gente ouve hoje até parece lento, que foi revolucionário da década de 60 e acabou sumindo com a massiva e porca música pop da atualidade (que eu até ouço, empolgo, mas não me marca). Vimos há umas temporadas os anos 60 voltando pras passarelas, acompanhado dos anos 70 e finalmente os 80s, com muito brilho, paetê, cores, estampas... que foram se desconstruindo e ficando mais camufladas, até que ganharam as araras em proporções mais consumeiristas. Ok, e daí eu me visto como um bowie teenager e danço Pussy Cat Dolls? Tá, Madonna, que seja. É claro que não! Toda roupa, a moda, é sempre um desaguar de cultura, não faz o menor sentido pensar anacronicamente e desligar as referências de sua origem, se uma imagem é interessante com certeza o material que a ensejou também o é - e geralmente é ainda mais provocador.
Eu não vou dar aula de música aqui pois isso não é o meu forte. Até os meus 15 anos eu ouvi praticamente só Elton John (e mais música clássica e um CD idiota dos Powers Rangers que aconteceu na minha vida), e isso foi ótimo pra mim para criar um filtro musical bem crítico. Há uns anos decidi conhecer mais música e me apaixonei por muitos outros artistas do rock, mas foi só nos últimos meses mesmo que eu cheguei às origens de Velvet Underground and felt in love! è tão demais, mas tão demais que eu vou fazer outro post pra falar disso!
Por enquanto, falarei de uma musa minha que está renegada do mundo but I strongly wait to see she rocking again! Patti Smith. Não conhece o nome? Tudo bem, ela é mesmo uma injustiçada. Uma dama da guitarra, ela surgiu pra mim como um nome bonito no meu catálogo da Mostra de Cinema (oba! de novo!), "Patti Smith. Dream of Life", que eu indiquei aqui. O documentário pessoal foi gravado durante 10 anos pela própria artista e seus comparsas de vida. Por fim o diretor Steven Sebrind deu uma amarração final, uma edição toda recortada e atravessada que fez do filme um dos meus desejos de prateleira!
Primeiro que Patti me surgiu com uma imagem extremamente forte: visual desarrumado, descuidado, um pouco sujo, os cabelos sem tintura e com o mesmo corte há décadas (longo e de franjinha), bastante envelhecida para os seus 60 anos, alta e magra, rosto fino e muito expressivo. As roupas foram algo à parte: preto e branco, camisas soltas no corpo, abotoadas despretenciosamente, casacos jogados sobre os ombros, botas pesadas, calças de cortes tradicionais, gravata quase como um colar; num momento afeado do filme ela aponta para a calça e diz "Prada", belisca a camisa em seu corpo e declara "Comme des Garçon". Aaahh!! Muitos podem não entender o que isso significa, mas nessa hora eu quase chorei no filme! É uma mulher que leva pra vida inteira sua revolução, seu rock, que cria a sua imagem do seu jeito, pra mim é um ícone fashion e sabe fazer uma coisa: consumir racionalmente. Apenas Miuccia e seu discurso duro, sua quase filosofia de moda, e Rei Kawakubo e sua revolução desconstrutivista poderiam vestir aquela mulher e nela se fundir. Ali não havia estampa de marcas, não havia fetichismo, era um amálgama de ideologias.
(Respirando)
Com o tempo eu vou percebendo qual é a música da garota, um rock mais lento e mais calmo que sua agressividade engajada de suas letras. Talvez uma explicação, "sonhava em ser uma soprano como Maria Callas, ou uma cantora de jazz como Billie Holyday. Nunca sonhei com rock" declara para o espanto da platéia que lotava a salinha do Cine Bombril, com certeza a melhor platéia daquele dia para mim. Então ela pega um violão e se orgulha de ter seu "great guittar" afinado por grandes astros; quando não sabia afinar muito bem, levava seu violão nas reuniões com "os caras", eles pegavam pra tocar, davam uma afinada antes de fazer as cordas cantarem e, voilà, ela acabada de ter seu great guittar afinado por Bob Dylan! Foi ao lado desta aí inclusice que, após 16 anos afastada dos palcos, a dama do rock voltou em uma turnê que já marcava sua batalha política.
Capa de seu primeiro sucesso, Horses, 1975. Androgenia fatal.
A aparência desleixada talvez seja reflexo de sua menta atormentadoramente lúcida, crítica e argumentativa - só mesmo uma alma desses tons teria fôlego para gravar sua vida por uma década. Durante a doutrina Bush, Smith assumiu uma posição contrária ao presidente da guerra, promovento manifestações e shows de rock pela paz no Iraque, quando tomou parte de um discurso denuncista ao agora expresidente republicano.
Mas não pensem que a mulher é sempre politicamente correta (pró meio ambiente ela é bastante, no entando que prefere as roupas brancas manchadas a poluir os rios com os resíduos de alvejantes). Em uma viajem a Paris, seu amigo comenta que está contrariado por não poder abrir suas sacolas da Prada, visto que o imposto foi recolhido na nota fiscal e se a sacola for aberta ele iria ter que comprovar a regularidade fiscal e tal... sem paciência ela volta-se a ele e diz: "Se eu fosse você, abriria isso logo!".
E é com essas e outras brilhantes falas e idéias que Patti encantou novos fãs instantâneos, dividiu ali sua vida profissional, seu ativismo político, suas emoções, sua imagem e suas intimidades. Por fim, conta como fez para urinar dentro de um avião em pleno vôo, como co-piloto, dentro de uma garrafa de refrigerante. Depois dessa, eu acredito em qualquer coisa que essa mulher faça!
Grande parte do que eu escrevo aqui vem de um caderninho verde limão que eu carrego pra cima a pra baixo. Por esses dias ocorreu um fato que me fez pensar que é uma artimanha bem bolada deste objeto até então inanimado: ele se autoflagelou! Num resumão: eu adoro bolsas, então sempre estou com uma (moda masculina européia muito útil!), mas com o tempo elas perdiam o cheiro de novas e ficavam ceirando papelcanetabalarevistajornal; desenvolvi a técnica de colocar sachês aromáticos, esses de papelão molhadinhos (Gleid!) dentro delas (deixo a dica); pois é, meu caderninho engoliu um deles e se borrou inteiro! Tudo isso pra eu contar que decidi não ficar mais guardando as coisas dentro dele e vou tentar repartir aqui no blog o quanto antes! Imagina se eu o perco um dia desses? Puf, acaba tudo.
Uma crença forte pra esse ano pra mim é o rock! O bom e velho rock, aquele que quando a gente ouve hoje até parece lento, que foi revolucionário da década de 60 e acabou sumindo com a massiva e porca música pop da atualidade (que eu até ouço, empolgo, mas não me marca). Vimos há umas temporadas os anos 60 voltando pras passarelas, acompanhado dos anos 70 e finalmente os 80s, com muito brilho, paetê, cores, estampas... que foram se desconstruindo e ficando mais camufladas, até que ganharam as araras em proporções mais consumeiristas. Ok, e daí eu me visto como um bowie teenager e danço Pussy Cat Dolls? Tá, Madonna, que seja. É claro que não! Toda roupa, a moda, é sempre um desaguar de cultura, não faz o menor sentido pensar anacronicamente e desligar as referências de sua origem, se uma imagem é interessante com certeza o material que a ensejou também o é - e geralmente é ainda mais provocador.
Eu não vou dar aula de música aqui pois isso não é o meu forte. Até os meus 15 anos eu ouvi praticamente só Elton John (e mais música clássica e um CD idiota dos Powers Rangers que aconteceu na minha vida), e isso foi ótimo pra mim para criar um filtro musical bem crítico. Há uns anos decidi conhecer mais música e me apaixonei por muitos outros artistas do rock, mas foi só nos últimos meses mesmo que eu cheguei às origens de Velvet Underground and felt in love! è tão demais, mas tão demais que eu vou fazer outro post pra falar disso!
Por enquanto, falarei de uma musa minha que está renegada do mundo but I strongly wait to see she rocking again! Patti Smith. Não conhece o nome? Tudo bem, ela é mesmo uma injustiçada. Uma dama da guitarra, ela surgiu pra mim como um nome bonito no meu catálogo da Mostra de Cinema (oba! de novo!), "Patti Smith. Dream of Life", que eu indiquei aqui. O documentário pessoal foi gravado durante 10 anos pela própria artista e seus comparsas de vida. Por fim o diretor Steven Sebrind deu uma amarração final, uma edição toda recortada e atravessada que fez do filme um dos meus desejos de prateleira!
Primeiro que Patti me surgiu com uma imagem extremamente forte: visual desarrumado, descuidado, um pouco sujo, os cabelos sem tintura e com o mesmo corte há décadas (longo e de franjinha), bastante envelhecida para os seus 60 anos, alta e magra, rosto fino e muito expressivo. As roupas foram algo à parte: preto e branco, camisas soltas no corpo, abotoadas despretenciosamente, casacos jogados sobre os ombros, botas pesadas, calças de cortes tradicionais, gravata quase como um colar; num momento afeado do filme ela aponta para a calça e diz "Prada", belisca a camisa em seu corpo e declara "Comme des Garçon". Aaahh!! Muitos podem não entender o que isso significa, mas nessa hora eu quase chorei no filme! É uma mulher que leva pra vida inteira sua revolução, seu rock, que cria a sua imagem do seu jeito, pra mim é um ícone fashion e sabe fazer uma coisa: consumir racionalmente. Apenas Miuccia e seu discurso duro, sua quase filosofia de moda, e Rei Kawakubo e sua revolução desconstrutivista poderiam vestir aquela mulher e nela se fundir. Ali não havia estampa de marcas, não havia fetichismo, era um amálgama de ideologias.
(Respirando)
Com o tempo eu vou percebendo qual é a música da garota, um rock mais lento e mais calmo que sua agressividade engajada de suas letras. Talvez uma explicação, "sonhava em ser uma soprano como Maria Callas, ou uma cantora de jazz como Billie Holyday. Nunca sonhei com rock" declara para o espanto da platéia que lotava a salinha do Cine Bombril, com certeza a melhor platéia daquele dia para mim. Então ela pega um violão e se orgulha de ter seu "great guittar" afinado por grandes astros; quando não sabia afinar muito bem, levava seu violão nas reuniões com "os caras", eles pegavam pra tocar, davam uma afinada antes de fazer as cordas cantarem e, voilà, ela acabada de ter seu great guittar afinado por Bob Dylan! Foi ao lado desta aí inclusice que, após 16 anos afastada dos palcos, a dama do rock voltou em uma turnê que já marcava sua batalha política.
Capa de seu primeiro sucesso, Horses, 1975. Androgenia fatal.A aparência desleixada talvez seja reflexo de sua menta atormentadoramente lúcida, crítica e argumentativa - só mesmo uma alma desses tons teria fôlego para gravar sua vida por uma década. Durante a doutrina Bush, Smith assumiu uma posição contrária ao presidente da guerra, promovento manifestações e shows de rock pela paz no Iraque, quando tomou parte de um discurso denuncista ao agora expresidente republicano.
Mas não pensem que a mulher é sempre politicamente correta (pró meio ambiente ela é bastante, no entando que prefere as roupas brancas manchadas a poluir os rios com os resíduos de alvejantes). Em uma viajem a Paris, seu amigo comenta que está contrariado por não poder abrir suas sacolas da Prada, visto que o imposto foi recolhido na nota fiscal e se a sacola for aberta ele iria ter que comprovar a regularidade fiscal e tal... sem paciência ela volta-se a ele e diz: "Se eu fosse você, abriria isso logo!".
E é com essas e outras brilhantes falas e idéias que Patti encantou novos fãs instantâneos, dividiu ali sua vida profissional, seu ativismo político, suas emoções, sua imagem e suas intimidades. Por fim, conta como fez para urinar dentro de um avião em pleno vôo, como co-piloto, dentro de uma garrafa de refrigerante. Depois dessa, eu acredito em qualquer coisa que essa mulher faça!
O filme em Sundance, apór ser indicado a mais 13 festivais
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Subindo o morro.
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Eu nunca falei de políticas públicas aqui porque, pelo menos na minha cabeça, elas pouco existem. Depois de descobri então que a minha amada Reserva Cultural esteve prestes a se tornar um cinema pornô (ok, respeito quem gosta, mas nao apóio) não fosse um mega investidor ter a brilhante idéia de abrir ali... um cinema cultural (!), estou ainda mais descrente.
Pois então, falei de tudo isso para mostrar como eu estou certo (nada mais egocêntrico!) e promover a leitura do post, ahá! A coisa é que me deparei com essa notícia logo cedo na UOL: "Alemão quer criar ponto turístico em morro carioca". A matéria trata de um alemão, Ralf Graser, que atuava no mercado fianceiro na Europa e trocou a vida de businessman pelo morro do Vidigal, no cidade maravilhosa. Seu projeto é construir alí um hotel acompanhado de infraestrutura social, com posto de saúde e escola para os moradores desfavorecidos.
É mais um caso em que a iniciativa pública não apenas preenche o vazio do Estado, mas ocupa permanentemente o espaço que deveria ter sido cuidado pelo poder público. Não me volto contra a constução do hotel (ok, um pouco por ser obra de Helio Pelegrino cujo "maximalismo" - exceço mesmo - me incomoda), mas com a falta de incentivo do governo. Não existe projeto urbanístico público para implementação de melhorias no local, toda iniciativa partiu de um não-brasileiro, que percebeu o potencial da região, ficou comovido com as necessidades da população e decidiu fazer alguma coisa.
Espero que mais projetos como esse surjam pelo país, pois regiões hipo-utilizadas não faltam às nossas vizinhanças, mas reconheço que seria ainda melhor se isso viesse das mãos (e das contas bancárias) e nossos cidadãos, de um projeto mais coeso em união ao Estado que visasse à revitalização de regiões sucateadas, como Largo da Batata aqui perto (alguém avisa??). As PPPs estão aí pra isso, o nosso povo está aí pra isso, a crise está aí pra isso: renovar.
(E assim acabo o meu post revolta.)
Eu nunca falei de políticas públicas aqui porque, pelo menos na minha cabeça, elas pouco existem. Depois de descobri então que a minha amada Reserva Cultural esteve prestes a se tornar um cinema pornô (ok, respeito quem gosta, mas nao apóio) não fosse um mega investidor ter a brilhante idéia de abrir ali... um cinema cultural (!), estou ainda mais descrente.
Pois então, falei de tudo isso para mostrar como eu estou certo (nada mais egocêntrico!) e promover a leitura do post, ahá! A coisa é que me deparei com essa notícia logo cedo na UOL: "Alemão quer criar ponto turístico em morro carioca". A matéria trata de um alemão, Ralf Graser, que atuava no mercado fianceiro na Europa e trocou a vida de businessman pelo morro do Vidigal, no cidade maravilhosa. Seu projeto é construir alí um hotel acompanhado de infraestrutura social, com posto de saúde e escola para os moradores desfavorecidos.
É mais um caso em que a iniciativa pública não apenas preenche o vazio do Estado, mas ocupa permanentemente o espaço que deveria ter sido cuidado pelo poder público. Não me volto contra a constução do hotel (ok, um pouco por ser obra de Helio Pelegrino cujo "maximalismo" - exceço mesmo - me incomoda), mas com a falta de incentivo do governo. Não existe projeto urbanístico público para implementação de melhorias no local, toda iniciativa partiu de um não-brasileiro, que percebeu o potencial da região, ficou comovido com as necessidades da população e decidiu fazer alguma coisa.
Espero que mais projetos como esse surjam pelo país, pois regiões hipo-utilizadas não faltam às nossas vizinhanças, mas reconheço que seria ainda melhor se isso viesse das mãos (e das contas bancárias) e nossos cidadãos, de um projeto mais coeso em união ao Estado que visasse à revitalização de regiões sucateadas, como Largo da Batata aqui perto (alguém avisa??). As PPPs estão aí pra isso, o nosso povo está aí pra isso, a crise está aí pra isso: renovar.
(E assim acabo o meu post revolta.)
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